23 de dez de 2010

O agradecimento dos animais pelo Natal ou ‘Hoje eu sou uma estrela’


Esqueça o oba-oba das lojas, os empurroões no trânsito e a expectativa de folga, bebida e comilança. Somente o olhar dos animais não-humanos é verdadeiro, dentre o furacão que os engole com mais força, no final de cada ano. Os animais da pecuária encaram o fim de suas vidas – ‘eles nasceram para isso’ – enquanto contemplam o traseiro de um clone seu, nos bretes e corredores de concreto que antecedem a mesa farta preparada com tanto esmero pelas famílias de bom coração.

O olhar de quem não sabe chorar, já que a reza na hora do desespero é exclusividade na lista da racionalidade – essa qualidade que separa a humanidade das bestas-feras. O olhar de quem viu o filhote ser puxado para longe de si pelos funcionários da fazenda, esse lugar bucólico onde os animais são tratados como reis, já que optaram por isso em troca de suas liberdades.

O olhar do frango que está encaixotado, empilhado em um caminhão que passa na nossa frente quando estamos na estrada, rumo às férias. Perdemos um segundo, apenas, pensando nisso. Não há espaço para que ele nos dê um tchauzinho, talvez agradecendo pelo doce toque da morte que o aliaviará e abreviará sua existência marcada pela ausência de mãe, confinamento, horários alterados para ditar o ritmo da engorda e opressão no dia-a-dia.

‘Obrigado Papai Noel ou menino Jesus por me tirar de um aviário com outras milhares de aves. Obrigado pela ração e água que mantiveram este corpo vivo, pois ele vale pelo preço que alguém paga. Não tem o valor que minha mãe, animal como eu, instintivamente perceberia, e por isso me defenderia, em condições normais. Aqui sou um entre milhares, e não parece fazer muita diferença se eu morrer agora ou esperar o caminhão dos caixotes. Nasci de uma máquina de ovos, mas espero encontrar minha mãe, ciscando a meu lado, algum dia.

Obrigado Deus humano pela corrente que sempre existiu em torno do meu pescoço, que não me permite caminhar até o horizonte. Ou até o ponto onde há sombra, onde a água da chuva não está empoçada. Agradeço pelos dias que lembraram da minha existência, e sobras de comida chegaram até onde esta corrente permitiu alcançar. Obrigado, Papai Noel, por ter sido escolhido como animal de estimação por uma faímila de humanos.

Obrigado, espírito natalino, por eu ter puxado tanta carroça em meio à fumaça de óleo diesel, fraco, assustado e sedento, que enfim eu tombei no asfalto. A última surra que tomei do carroceiro, para que eu me levantasse, permitiu que enfim meu espírito pudesse cavalgar livre naquelas campos verdes onde quadrúpedes iguais a mim, porém belos e com longas crinas, correm sentindo o vento da natureza. Acho que o esforço que fiz diariamente para tirar meu condutor da miséria, ou pelo menos diminuir sua pobreza, foi menos do que eu poderia, entao eu aceito meu castigo.

Obrigado, família do presépio, por eu ter sido o escolhido para, ainda bebê, estar na mesa de tantas residências, para ter meu pequeno corpo saboreado em uma bonita bandeja, assado e servido à meia-noite. Ainda não entendi por que nasci e morri tão rápido, se fiz algo errado a ponto de não poder crescer um pouco mais em um lugar que, onde vi, havia outros como eu, alguns bem gordos. Mal lembro da minha mãe, mas lembro que ela não podia se virar, cercada em um gradeado enquanto mamávamos. Talvez tenha sido azar, talvez tenha sido sorte.

Obrigado meu Deus, por eu poder ajudar tanta gente a usar um xampu que não irrite os olhos, uma maquiagem que não cause problemas, um produto qualquer a ser dado de presnete neste Natal, que nunca vou saber direito, que atendeu os humanos em suas expectativas mais simples. Estive em um laboratório, cercado de pessoas de jaleco branco, durante tempo suficiente para saber que sou parte importante do progresso, que a Ciência evoluiu graças à minha dor, meu aprisionamento e tudo aquilo que os produtos geraram nos meus olhos e no meu corpo. Fico grato por ter ajudado.

Obrigado Maria, mãe de todas as mães que, zelosas como eu, dão leite a seus filhos durante anos, mesmo após o fim de sua amamentação natural. Minha vida neste estábulo, com úberes gigantes e doloridos, plugados em uma máquina, é o sacrifício que faço para a saúde humana. Não percebi, ainda, em minha mentalidade abaixo da humana, porque o leite de meus filhos vai para os filhos de outra espécie, e até quando já são adultos. Meu filhote não está mais ao alcance de minha vista, foi retirado cedo de meu lado, mas sei que o papel dele, como vitelo, ocupa espaço de respeito junto aos humanos. É alvo de muitos comentários e elogios. Pelo menos é o que imagino, pois o sacrifício é doloroso o suficiente para, respeitosamente, ousar questionar o porquê de minha existência. Mas agradeço mesmo assim, Papai Noel.

Obrigado pelas palmas cada vez que apareço no picadeiro. O olhar das crianças me faz esquecer a minha vida de tédio e imobilidade, viajando de cidade a cidade. Quem sabe um dia eu e os demais animais cheguemos ao lugar de onde viemos, que deverá ter muitas árvores, rios e espaços para correr. Enquanto isso, eu repito as manobras noite após noite, mostro os mesmos truques que, pela minha teimosia, eu custei a decorar. Quem sabe neste Natal eu ganhe uma última viagem, de volta ao habitat que jamais conheci em vida.

Obrigado Natal, por eu poder aquecer tanta gente elegante em momentos de frio. Nasci peludo tal como minha mãe, e como ela pude participar da indústria humana, essa coisa que traz tanto progresso, dando de bom grado minha própria pele para que maridos mostrem afeto à esposa, presenteando-as com belos casacos. Muita gente famosa e rica usa a pele que pode ter sido minha. Isso me enche de orgulho e faz valer o tempo que morei em uma gaiola pouco maior que meu próprio corpo. Já estava cansado de andar em círculos, lembrando dos bosques que um dia corri de cima a baixo. Mas um dia veio a dor que, por pior que tenha sido, me libertou finalmente. Ainda relutei alguns minutos, já sem pele, mas vi que a liberdade me abraçava e escurecia minhas vistas. Acho que valeu a pena, pois sou fotografado e até apareço na televisão, durante o inverno – pelo menos acredito que aquelas partes sejam minhas, cobrindo o corpo de pessoas tão bonitas e famosas. Obrigado aos responsáveis.

Obrigado a todos que vieram me assistir nesta arena. Ainda estou zonzo e ofuscado pela luz após dias de escuridão, mas já entendi que, aqui, eu sou a atração. Há um semelhante a mim, porém sem chifres e mais magro, e nele está montado um humano, com roupas garbosas e armas tão afiadas como as que já furaram tantos iguais a mim. Eu espero que tudo isto termine logo, pois o cansaço está vencendo a euforia, há tanto sangue que já não sei se é meu ou de alguém antes de mim, e está difícil fazer levantar a platéia tantas vezes. Que a morte venha me tocar com a mesma doçura da última vez que fui tocado pela minha mãe. Ela deve estar orgulhosa de um filho que resistiu até o fim, cercado de espadas, aplaudido, sangrando ajoelhado, língua de fora mas fazendo questão de participar do show até o fim. Acho que os aplausos são para mim, já que os olhares convergem para onde estou. E eu não sei onde estou.

Obrigado menino Jesus por ter nascido e feito seus iguais perceberem a necessidade de haver uma festa em seu nome, para redenção e paz, onde eu seria assado em espeto e saboreado por tantas pessoas felizes, sorridentes e em clima de fraternidade. Jamais imaginei que, sem saber falar, sem ter tido escolhas, seria eu o ponto central dos churrascos de de final de ano de tantas empresas, entidades, famílias e grupos a confraternizar. Aguardei este momento sempre em espaços com arame farpado, tal como a coroa que um dia finalmente lhe puseram na cabeça, e usei argola no nariz para que um filho seu, fiel e devoto, me conduzisse para o lugar certo. Apanhei da vida, mas quem não apanhou? Sempre soube que uma vida de aperto, confinamento, marcação a ferro quente, castração a frio e morte sobre o concreto teriam um sentido maior. Obrigado por dar um norte a minha vida. Hoje, eu sou uma estrela.
Texto de autoria de Marcio de Almeida Bueno da Vanguarda Abolicionista de Porto Alegre.

6 de dez de 2010

Parada Veg e ato pelo Dia Internacional dos Direitos Animais reúnem cerca de 200 pessoas em SP






O Dia Internacional dos Direitos Animais oficialmente é 10 de dezembro, porém o grupo Holocausto Animal antecipou a observação à data para este domingo, na sequência da Parada Veg. Segundo o coordenador do ato, Fabio Paiva, este dia não é comemorado, mas observado, já que não há o que comemorar visto que os animais não têm os seus direitos respeitados. Portanto, ao contrário da Parada Veg, o movimento que se iniciou foi um protesto, cujo tema deste ano foi: “Se você parar de comer, eles param de matar”.
No lado oposto da Avenida Paulista, os ativistas empunhavam banners que mostravam animais explorados e mortos para consumo. Os manifestantes caminharam ao longo dos quarteirões emitindo frases persuasivas pelo fim do massacre de animais para consumo.

O tema foi apropriadamente escolhido, uma vez que o protesto antecede o Natal, época em que o número de mortes de animais nos abatedouros, que já são normalmente sucessivas e incessantes, aumenta drasticamente para compor a ceia à mesa da população. Na opinião de Fabio, o Natal é uma das datas mais hipócritas que existem – pois as pessoas celebram um “noite de paz e de amor” com seres mortos no centro da mesa.

Para ele a humanidade está doente principalmente pela maneira como se alimenta, e a cura pra essa doença só virá quando os humanos respeitarem com igualdade os seres de outras espécies. Ele é consciente de que o trabalho que realiza não surtirá efeitos imediatos, mas são sementes plantadas para, daqui a muitos anos, frutificarem quando uma nova era se abrirá a um ser humano com uma consciência superior à atualmente medíocre. Para o ativista, o fato de vivermos essencialmente numa sociedade de consumo, em que o ser humano olha só pro seu umbigo, o impede de enxergar um animal com outros olhos, já que não respeita nem mesmo seu semelhante.

O Dia Internacional dos Direitos Animais foi criado pela ONG inglesa Uncaged, que escolheu o dia 10 de dezembro por ter sido a data em que a ONU ratificou a Declaração dos Direitos Humanos.
fonte: ANDA

26 de nov de 2010

Ativistas de São Paulo participam da Sexta-Feira Mundial Sem Pele [WFFF 2010]













Por Lilian Garrafa (da Redação)

A Sexta-feira Mundial sem Pele (Worldwide Fur Free Friday) é uma data marcada todos os anos por protestos em mais de 120 cidades no mundo inteiro, pedindo o fim do extermínio de animais para uso de suas peles. Organizado pela Coalizão Internacional Antipeles, há três anos, trata-se do maior protesto global em favor dos animais.

Na cidade de São Paulo, cerca de 50 ativistas compareceram à Avenida Paulista na manhã desta sexta-feira (26) e emprestaram sua voz e energia ao movimento contra a crueldade promovida pelas indústrias de pele, em um protesto organizado pelo grupo Holocausto Animal.

Dois ativistas em trajes mínimos permaneceram durante 3 horas deitados sobre um pano branco na calçada, simbolizando os animais que são brutalmente esfolados. Banhados em tinta vermelha como se fosse sangue, ao lado de um casaco de pele, compuseram uma imagem que sensibilizou os transeuntes, muitos dos quais pararam para questionar e pedir folhetos explicativos, que foram distribuídos maciçamente pelos demais ativistas.

Nina Rosa compareceu ao protesto e ressaltou a expressiva posição que o Brasil ocupa neste comércio, mas lembrou que, mesmo que fosse por um único animal, a manifestação também seria igualmente válida. A ativista lembrou que a ignorância em relação ao modo como os animais são mortos ainda é o grande fator para que se continue a usar peles, por isso é importante que se façam manifestações como esta, que conscientizem a população sobre o direito à vida e à liberdade dos animais.

O protesto continuou com faixas e banners sendo exibidos pelos ativistas nos faróis, esquinas e no vão livre do Masp. Ao megafone, o coordenador do protesto Fabio Paiva relatava os motivos da manifestação e o sofrimento pelo qual passam os animais vitimas da vaidade humana. Grande parte da população apoiou a manifestação, alguns chegaram a se juntar ao grupo, outros pediram panfletos para distribuir entre seus conhecidos. Pessoas que compareceram pela primeira vez a um protesto chegaram a se emocionar ao poder se manifestar em favor dos animais.

Peles no Brasil?
Um dos principais pontos interrogados pelos que desconhecem o massacre foi o motivo de se fazer um protesto contra o uso de peles em um país tropical. Fábio Paiva esclareceu e enfatizou que o Brasil é o maior exportador mundial de pele de chinchilas — um dado desconhecido da maioria, suficiente para que nos envergonhemos da brutalidade de que somos cúmplices em nome de uma vaidade desnecessária e fútil. Além disso, existem lojas de classe altíssima que comercializam peles, e até algumas de classe média que vendem, por exemplo, jaquetas com gola de coelho, muitas vezes na realidade feitas clandestinamente de pele de gato ou cachorro, oriundas da China. “Nós entendemos que, em pleno século 21, não se justifica matar um animal por causa da sua pele, pois a tecnologia que o ser humano foi capaz de alcançar lhe permite hoje fazer produtos sintéticos até mais duráveis do que uma pele verdadeira. Esses protestos vão continuar até que consigamos, senão acabar, pelo menos minimizar essa matança de animais que hoje chega ao número absurdo de 100 milhões de mortes por ano”, afirmou o líder do grupo.

Repercussão
Segundo Fabio Paiva, desde que os protestos mundiais começaram a pressionar os estilistas, alguns deles desistiram de lançar coleções com peles de animais, como é o caso de Giorgio Armani. Há algum tempo, depois ter se comprometido a não usar mais peles de animais, o estilista acabou lançando uma coleção com peles. O Peta o pressionou e até lançou um banner que o colocava com nariz de Pinóquio, levando Armani ao arrependimento e desistência definitiva do uso de peles. Outros estilistas, no entanto, ainda insistem em usá-las.

Com esses protestos já se conseguiu que a União Europeia proibisse a importação de produtos da China fabricados com peles de animais, principalmente porque, além de ser o maior fornecedor de peles, esse país também as comercializa de maneira fraudulenta, pois mata por ano 2 milhões de cães e gatos e vende suas peles como se fossem dos animais mais “tradicionalmente” usados.

China
A China é o maior produtor mundial de peles, respondendo por 51% do abastecimento mundial. Apesar de o protesto global já estar no terceiro ano e terem sido feitos manifestações específicas na porta do consulado chinês, até o momento o país continua irredutível, não tendo tomando nenhuma atitude para minimizar o holocausto que inflige aos animais.

Evidentemente as críticas não são aos chineses, mas sim ao governo do país. Na China existem ONGs de defesa dos direitos animais, porém, por estarem sob um regime ditatorial, não têm a liberdade de manifestação que os brasileiros têm para fazer um protesto como este.

Por isso cabe a nós todos continuar a realizar este papel mundial de conscientização e exposição da realidade por trás do comércio de peles, para que, a exemplo da União Europeia, o Brasil e outros países proíbam a importação de produtos fabricados com pele vinda da China.


fonte: ANDA

confira o protesto de Porto Alegre realizado pelo pessoal da Vanguarda Abolicionista
http://vanguardaabolicionista.wordpress.com/


FOTOS DO PROTESTO EM SÃO PAULO

9 de nov de 2010

26/11 Sexta-Feira Mundial Sem Pele





No próximo dia 26 acontece em todo o mundo a terceira edição da Sexta Feira Mundial Sem Pele [Worldwide Fur Free Friday] - um dos protestos de ação global de maior relevância na luta pelos direitos animais. No último ano foram realizados protestos em mais de 120 localidades ao redor do mundo pedindo o fim do cruel comércio de peles de animais.

A data foi criada pela International Anti-Fur Coalition (Coalizão Internacional Anti-Pele) em parceria com o movimento Fur-Free Friday (Sexta-feira sem pele), que é muito popular nos Estados Unidos e acontece logo após o Dia de Ação de Graças (25).

Estilistas que insistem no uso de pele animal em suas coleções são alvos de críticas dos manifestantes.

Junte-se a nós!

O objetivo é informar a população sobre o que se esconde por trás da indústria da pele. Milhões de animais continuam sendo mortos em nome da moda. Muitos são esfolados ainda vivos, incluindo cães e gatos, tudo em nome da vaidade e do consumo sem medidas, seja para um casaco, um brinquedo ou um enfeite qualquer.

Participe da Sexta-Feira Mundial Sem Pele!

Você pode fazer a diferença neste movimento
contra o sofrimento dos animais!

São Paulo, Av. Paulista em frente ao Masp
dia 26 de novembro a partir das 11h.
Realização: Holocausto Animal
Idealização: http://www.antifurcoalition.org/
países e cidades participantes:
http://www.peta.org/action/fur-free-friday.aspx

Porto Alegre – Esquina Democrática
26 de novembro, das 14h às 19h, mesmo com chuva
Realização: Vanguarda Abolicionista
http://vanguardaabolicionista.com.br

26 de ago de 2010

Beagles estão entre os animais mais usados como cobaias na UEM


















Embora a prática seja autorizada no Brasil, o assunto gera discussão. Na internet, um abaixo-assinado pede ao governo do Paraná que os cães não sirvam mais de cobaia na instituição

Os cachorros da raça beagle estão entre os mais utilizados em pesquisas científicas na Universidade Estadual de Maringá (UEM). Embora a prática seja autorizada pela Lei nº 93 de 2008 e pelo decreto 6.899 de 2009, o assunto gera polêmica. Na internet, um abaixo-assinado criado neste ano pede ao governo estadual que proíba o uso de cães como cobaias na UEM. Ao todo, o documento já soma quase mil assinaturas.

A presidente do Comitê de Conduta Ética no Uso de Animais em Experimentação (Ceae) e responsável pelo Biotério Central da UEM, Vânia Antunes, não concedeu entrevista ao GM. No entanto, a assessoria de imprensa da instituição explicou que o uso de beagles depende quase que exclusivamente dos pesquisadores. São eles que escolhem o animal mais adequado ao trabalho que vão realizar.

Segundo a assessoria, um dos cursos que mais realiza pesquisas com animais é o de Medicina. Para o uso de cobaias, o projeto da experiência tem de passar antes pelo crivo do Ceae e, também, da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PPG), que segue as diretrizes da lei e do decreto que abordam o tema. O Biotério Central apenas oferece ao professor o animal escolhido para o trabalho.

O abaixo-assinado que circula pela internet tem uma carta de apresentação assinada por Angela Lamas Rodrigues. Nela, a autora diz a instituição escolhe beagles para experiências científicas pelo fato de que “sua doçura torna mais fácil o manuseio [do animal durante o trabalho]”. Angela reconhece que a prática obedece as diretrizes nacionais, mas questiona a postura ética.

“Os Beagles reproduzidos e manuseados no Biotério e nos laboratórios da UEM não podem, obviamente, se defender ou mesmo protestar contra os experimentos ou a favor de sua vida [sic]. Dessa forma, o que se apresenta não é uma conduta ética, mas um exercício de poder do forte contra o fraco, que se encontra submisso e dominado”, argumenta Angela no texto de apresentação do documento.

Segundo ela, os beagles são criados na UEM. A assessoria de imprensa, no entanto, não confirmou essa informação. Em geral, as experiências visam à descoberta de medicamentos e procedimentos na área de saúde. Durante as pesquisas, muitos animais têm de ser sacrificados. De acordo com a legislação vigente, a morte tem de ser a menos dolorosa possível.

25/08/2010 11:40 Thiago Ramari, da Gazeta Maringá
Engana-se quem acha que é só no Paraná. O MESMO ACONTECE EM SÃO PAULO em várias faculdades.

18 de jul de 2010

No inferno, todos vestem branco.

























por Denise Terra

Ainda não amanheceu, estamos diante da chuva e do frio do inverno gaúcho à espera do ônibus que irá nos guiar até um dos maiores matadouros do RS. Somos estudantes de medicina veterinária, cursando uma disciplina obrigatória de inspeção de produtos de origem animal. A maioria de nós encontra-se eufórica, à espera dos ‘momentos emocionantes’ do dia. Eu estou em um canto, sendo observada de perto pela professora e o coordenador do curso, que ao saberem que sou vegana e ativista, temem que eu tenha um colapso na linha de matança.

Entramos no ônibus e seguimos viagem. No caminho, a sensação de que as cenas que eu teria que presenciar não seriam diferentes daquelas filmadas clandestinamente em matadouros ao redor do mundo, e ao mesmo tempo o sentimento inequívoco de que estaria prestes a presenciar uma série de crimes considerados ‘necessários’ pela humanidade.

Chegamos! Ao abrir a porta do ônibus, já somos tomados pelo impregnante odor adocicado da matança das aves que ocorre dentro do estabelecimento. Adentramos o local, após termos vestido roupas brancas especiais, e começamos a visita no sentido contrário ao fluxo produtivo para evitar contaminações no produto final. Trata-se de um corredor estreito, com o pé direito baixo, quase um túnel, que desemboca em uma luz amarela intensa, para repelir insetos. Nossa guia, então, abre a porta e entramos na parte final da produção. Um sistema complexo de esteiras e ganchos, chamados nórias, passam por nossas cabeças, e neles estão fixadas pelas patas as carcaças de frango, que pingam incessantemente uma gordura fétida acrescida da água hiperclorada utilizada em sua higienização.

Sob as esteiras estão os funcionários que trabalham em pé, diante de uma bancada, na maioria mulheres, que nos olham com curiosidade e espanto. A expressão em seus rostos é de uma tristeza marcante, mesclada pelo cansaço físico dos movimentos repetitivos que têm que executar diariamente. O barulho do local é ensurdecedor e, conforme andamos, o cheiro forte torna- se cada vez mais desagradável. Em cada bancada, os funcionários devem desempenhar uma função, chamadas de linhas de inspeção, que são classificadas por letras do alfabeto. Em cada letra ocorre a retirada padronizada de determinados órgãos. Um grupo de mulheres, muitas sem luvas, trabalham retirando com as mãos, com uma destreza impressionante, a vesícula biliar das carcaças em processo de evisceração. Mais adiante, outra funcionária dedica-se a ‘pescar’ com uma barra de metal as carcaças que caem no chão, para destiná-las à graxaria, onde serão transformadas em produtos não-comestíveis. Durante a passagem das nórias podemos observar que cada uma apresenta uma marcação com uma cor, o que serve para fazer a contagem final dos frangos por produtor e repassar o lucro referente ao dia.

Uma máquina especial remove toda a carne restante presa nos ossos, que farão parte da liga que irá compor os caros e adorados nuggets. Estamos agora diante dos chillers, equipamentos responsáveis pelo aquecimento seguido de um resfriamento rápido das carcaças, com a finalidade de eliminar contaminantes biológicos da carne. Os chillers nada mais são do que grandes piscinas vermelhas de sangue com partículas de gordura que ficam boiando na superfície, onde os frangos ficam embebidos.

Olho para o chão e tudo o que vejo é sangue e uma quantidade absurda de água que parece verter de todos os lados para a limpeza das carcaças – estima-se que para a limpeza de cada carcaça de frango se gaste em média 35 litros de água! Desvio o olhar para cima e vejo carcaças sangrentas passando por minha cabeça, pois estamos nos aproximando do início do processo, quando começam a surgir aves com cabeças e penas, que são retiradas em uma máquina específica, o que deixa o chão lotado de penas brancas.

Nossa guia nos avisa que estamos chegando à linha de matança. Há uma diminuição abrupta da luz, onde funcionários trabalham quase no escuro. Os índices de depressão dos funcionários que exercem essa função são extremamente elevados, devido à insalubridade. Trata-se do início do processo de insensibilização. A luz é reduzida com a finalidade de reduzir a atividade e o estresse dos animais, que são extremamente sensíveis a este estímulo. A esteira segue com as aves penduradas na nória pela pata, de cabeça para baixo e agora passam por um túnel, onde sofrem eletronarcose – isto é, são molhadas e eletrocutadas, de modo que isso as atordoe, mas sem causar a morte. As galinhas seguem estáticas pela esteira, onde logo encontram uma serra, que fica presa a uma espécie de roda, e têm suas gargantas cortadas. Nossa guia nos explica que dependendo do tamanho das aves a altura da lâmina deve ser ajustada, para reduzir a margem de erros no corte mecanizado.

Na sequência, algumas galinhas encontram-se com o pescoço intacto, enquanto outras, mesmo com a traquéia perfurada, começam a se mexer, visivelmente conscientes. Um funcionário tem então como tarefa cortar o máximo de pescoços de galinhas que falharam na serra automática, mas a esteira passa em uma velocidade assustadora, são muitas aves que devem morrer hoje para atender à demanda do mercado, cada vez mais voraz por carne de frango. Não há tempo para cortar o pescoço de todas as intactas, nem de abreviar o sofrimento daquelas que se debatem. As aves seguem para serem escaldadas em água fervendo.

Fomos levados ao local do recebimento das cargas. Vemos caixas e caixas com mais aves do que espaço interno, em algumas há mais de dez animais. São tantas que muitas estão fora das caixas, respiram ofegantes, com o bico aberto pelo estresse e pelo medo. Elas estão há dez horas em jejum, sendo permitido o abate somente até doze horas após o início do jejum. O trabalho segue em ritmo frenético. Uma colega encontra uma galinha solta e a pega, colocando-a, de forma orgulhosa, em outra caixa que segue na esteira rumo à serra automática, emitindo um comentário de que estava feliz por ter conseguido pegá-la. Descemos as escadas e nos deparamos com o caminhão que as trouxe. Somos instruídos a não passar muito perto, pois poderíamos ser bicados pelas aves apinhadas dentro das caixas. Nos afastamos um pouco e, em poucos momentos, vemos aves soltas em cima do caminhão. Elas tentam voar mas não conseguem, e muitas acabam caindo direto no chão. Um funcionário aparece com um gancho e as junta pelas patas, como se fosse inços em meio a grama. Violentamente, ele junta o máximo de aves que pode pegar com cada mão. As aves estão penduradas apenas por uma das patas. Então, alguém lembra que ele poderia ser mais delicado e pensar no ‘bemestar’ animal, afinal, deste modo, os frangos podem apresentar lesões graves como rupturas e fraturas, o que compromete o retorno financeiro pela carcaça.

Somos encaminhados para uma espécie de área de descanso dos funcionários, onde esperamos pelo veterinário responsável pelo setor de suínos para nos acompanhar na visita deste setor. Neste momento uma funcionária, escorada por mais duas colegas, passa em estado de choque por nós. Ela estava sangrando muito na mão. Acabou de sofrer um acidente de trabalho. Ela chora muito, a lesão parece grave. Uma colega nossa se manifesta rindo, dizendo que não vai comer o frango que ela estava eviscerando na hora que se machucou! Muitos acham graça e riem. Mais à frente vejo uma placa dizendo ‘Estamos a ZERO dias sem acidentes de trabalho’ e, logo abaixo, ‘Recorde sem acidentes:83 dias’.

No setor de suínos, passamos pelo mesmo ritual de antissepsia e adentramos outro corredor estreito com luzes amarelas. Meu nariz ainda está impregnado com o cheiro da morte das galinhas e meus ouvidos ainda não se acostumaram ao barulho estridente das máquinas, que são fortemente audíveis mesmo com o uso de protetores auriculares. Uma porta se abre, e atrás do veterinário estão centenas de carcaças de porcos mortos pendurados pela pata traseira, passando pela esteira. O tamanho do animal impressiona. O veterinário nos conta que ali são abatidos 2350 suínos por dia! Os funcionários agora são em sua grande maioria homens, muitos aparentemente se orgulham de sua função, e riem enquanto serram o abdômen do animal e retiram as vísceras. Neste setor a esteira anda mais lentamente, devido ao tamanho do animal e a menor quantidade de animais que estão sendo abatidos, quando comparado ao setor de aves. Há sangue por tudo.

Para caminhar, temos que desviar das carcaças de 100 kg penduradas sobre nossas cabeças. Os funcionários realizam seu trabalho em etapas específicas da produção, uns arrancam a cabeça, enquanto outros em outra parte da sala removem os órgãos internos e outros ainda são responsáveis pela identificação de qual cabeça pertence a que corpo, através de um sistema de numeração para posterior inspeção de possíveis lesões que possam causar danos à saúde pública. Mais à frente vemos uma impressionante sequência de dezenas de porcos abatidos subindo de uma andar ao outro pelo sistema de esteiras. Somos convidados a ir até o andar de baixo onde ocorre a sangria. Para chegarmos lá temos que descer uma escada helicoidal estreita e escorregadia, devido à presença de gordura suína sob nossas botas. No meio desta escada existe uma espécie de calha por onde passam os animais mortos, ainda cheios de sangue. Nossa roupa está tapada de respingos de sangue.

De repente a temperatura do ambiente muda e começamos a sentir um calor e um barulho atípicos do lugar. Olho então para frente e vejo a cena de uma carcaça pendurada por uma pata passar por uma espécie de jogo automatizado de chamas. Durante os poucos segundos que dura o processo, podemos ver as carcaças envoltas de uma labareda azul, e sentimos um forte cheiro de pêlo queimado. As labaredas são utilizadas para eliminar os resquícios de cerdas após a remoção dos pêlos, previamente removidos por um sistema de borrachas. Chegamos finalmente na sangria. Os gritos estrondosos dos animais deveriam fazer qualquer um perceber que não é possível existir bem-estar diante da banalização da morte. Ao invés disso, muitos riem cada vez que um suíno é grosseiramente empurrado por um funcionário, munido de uma vara capaz de disparar choques de baixa intensidade, em direção a uma espécie de escorregador totalmente fechado dos quatro lados. No fim do escorregador está um funcionário de aparência assustadora com uma barra com uma espécie de ‘U’ na ponta. O ‘U’ é encaixado na cabeça do animal e suas pontas ficam em contato com a região temporal do crânio, onde um choque de grande intensidade é disparado. O animal cai como uma pedra, gerando um barulho característico de seu corpo desabando sobre a esteira metálica. Muitos apresentam contrações involuntárias nas patas, e parecem estar dando coices. Com uma destreza impressionante o funcionário seguinte corta a garganta do animal. Através do orifício na traquéia jorram litros de sangue. O veterinário nos explica que neste momento o animal ainda não está morto, mas que “conforme as boas práticas de bem-estar animal, estes devem morrer dentro de no máximo seis minutos”, após ocorrer a total eliminação do sangue pelo bombeamento cardíaco. Na verdade, o real motivo para que não se aceite a morte do animal em tempo superior a este, é evitar que a carcaça fique PSE – ‘pale, soft, exsudative’, ‘pálida, friável, exsudativa’, pois este tipo de produto não apresenta a qualidade necessária exigida pelo mercado, e consequentemente há perda nos lucros.

Somos levados até os currais onde podemos ver os suínos vivos serem empurrados para o escorregador. Eles estão em pânico, uns sobem sobre os outros, enquanto nos olham fixamente nos olhos com a real expressão do horror. Os gritos tornam-se cada vez mais altos e o funcionário os empurra com o bastão de choques. Mais atrás está outro funcionário com uma espécie de relho feito de sacos plásticos, e o desfere contra o lombo dos animais para estes andarem na direção da matança. O veterinário nos explica que o relho é feito deste material para não machucar os animais. Isto constituiria crueldade, algo condenável pelo ‘bem-estar animal’, valor muito importante dentro da empresa, e que poderia acarretar em lesões cutâneas, afetando negativamente o valor da carcaça.

Por fim, podemos ver os currais de chegada, onde os caminhões descarregam diariamente os animais para o abate. É neste local que deve ser feita a inspeção ante-mortem pelo veterinário da inspetoria. De acordo com os preceitos da humanização da morte, todos aqueles animais que chegam com fraturas na pata e que não conseguem mais se locomover adequadamente devem ser removidos em separado e enviados para a matança imediata, isto é, devem ter o direito de ‘furar a fila’ a fim de que o seu sofrimento seja abreviado. O veterinário, com muito orgulho, faz questão de dizer que “o processo precisa ser feito”! E que já que é necessário, “é preciso fazê-lo com dignidade e respeito pelos animais”; Ele ainda afirma que na indústria é possível assegurar que estes animais não passam por sofrimento, e que o seu fim é muito menos cruel do que seria se fossem predados por um leão na natureza!

Neste momento, é difícil conter o riso diante da tortuosidade do raciocínio exposto. Em local algum do mundo teríamos mais de 2000 suínos sendo predados em cadeia por leões vorazes, sistematicamente, todos os dias. Ao que consta, leões não têm a capacidade de raciocínio semelhante a um humano. Eles não podem fazer escolhas, simplesmente porque não têm como refletir sobre as consequências dos próprios atos. Leões não planejam estrategicamente como irão matar suas presas a fim de terem lucro com isso, e tampouco consideram normal a condição de degradação de outros seres de sua própria espécie em prol da satisfação do luxo de outros poucos. Apenas o ser humano é capaz de ter estratégias para a exploração máxima de todos aqueles capazes de sofrer sem de fato considerar isso. Hoje, muito se fala sobre bem-estar animal, porém trata-se apenas de um modo mais refinado de justificar injustificáveis fins.

O bem-estar animal agrada a muitos, pois consegue suavizar o sofrimento e a culpa daqueles que sustentam a indústria da morte, e ajudam a aumentar os lucros através de medidas que teoricamente são adotadas para beneficiar os animais, mas que são norteadas pelo aumento da produtividade e qualidade do produto final. O limite do ‘bem-estar animal’ vai até onde o marketing e o lucro podem vislumbrar. É inacreditável que, para a grande maioria, ingenuamente, esse ainda seja visto como o caminho para o fim do sofrimento. O sofrimento animal apenas poderá ser reduzido quando criarmos coragem para defender o direito dos animais, através da abolição do consumo de seus corpos para a satisfação fugaz de nossos desejos egoístas.

* Denise Terra é formanda em Medicina Veterinária

18 de mai de 2010

O YouTube censurou mas nós mostramos prá você


O Canadá recentemente lançou um vídeo turístico chamado Explore Canada, no qual o departamento de turismo inclui a imagem de uma foca feliz.

Inconformada com a hipocrisia dessa peça publicitária feita por um país que permite a matança de focas, a ONG PETA (Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais) lançou um vídeo chamado Explore Elsewhere, mostrando o que realmente acontece com as focas no Canadá, ao som do hino nacional do país.

O vídeo foi retirado duas vezes do canal que a ONG PETA mantém no YouTube e por isso ela convida a todos a baixá-lo e colocá-lo novamente no YouTube para desafiar esse ato de censura do maior website de compartilhamento de vídeos do mundo.
download:

http://www.petatv.com/tvpopup/Prefs.asp?video=explore_elsewhere_peta

16 de mar de 2010

Paul McCartney dá seu apoio à International Anti-Fur Coalition























O cantor e ex-Beatle Sir Paul McCartney manifestou seu
apoio à International Anti-Fur Coalition, sediada em Israel, pela aprovação de um projeto de lei que, se aprovado, tornará Israel o primeiro país no mundo a proibir a importação, exportação e venda de qualquer tipo de pele.

Na semana passada, o projeto foi revisto pelo Comitê de Educação Knesset em preparação para uma segunda leitura.

Os ativistas que trabalham em nome do projeto de lei receberam no último domingo, o valioso apoio de Paul McCartney que disse em seu site:

"Eu juntamente com os membros da minha família, somos contra o comércio de peles. A razão é muito simples - pele é cruel e desnecessária. Ninguém precisa disso."

McCartney é um vegetariano de longa data por motivos de consciência
e tem sido ativo na defesa dos direitos dos animais há muitos anos.

McCartney disse ainda:
"Se a lei for aprovada, Israel irá definir um exemplo para
o resto do mundo ao proibir uma indústria tão cruel. "

25 de jan de 2010

Paul McCartney distribui vídeo Pró-Vegetarianismo no Golden Globe Awards

O ex-Beatle Paul McCartney, mostrou mais uma vez seu compromisso com a causa animal. Durante a cerimônia de entrega do Prêmio Golden Globe Awards (17/01) aos que se destacaram na indústria do entretenimento, Paul distribuiu aos participantes da festa, cópias do vídeo Glass Walls (Paredes de Vidro) produzido pelo Peta. No vídeo, Paul revela os horrores da exploração de animais pela indústria da carne também conhecida como indústria da morte.

“Os animais criados em fazendas de produção e abatidos em matadouros sofrem de forma inimaginável. Eu espero que quando você vir a crueldade rotineira que faz parte da criação, transporte e morte de animais, você se junte aos milhões de pessoas que resolveram eliminar a carne de seus pratos – para sempre”, ele diz na apresentação do vídeo.

6 de jan de 2010

Embarcação da Sea Shepherd afunda após ataque de baleeiros japoneses, na Antártica

















Fonte: Reuters/Estadão
A organização australiana Sea Shepherd Conservation Society declarou que seu barco Ady Gil foi cortado ao meio pela embarcação japonesa Shonan Maru quando se aproximou dele.

O Ady Gil, uma embarcação futurista em carbono e kevlar, capaz de alcançar 93 km/h, se partiu em dois após um choque no mar, diante da Commonwealth Bay. Ainda segundo os autralianos, o barco foi atingido por projéteis lançados pelos japoneses.

Os seis membros da tripulação do Ady Gil foram resgatados ilesos, segundo Paul Watson, diretor da campanha anual organizada pelo grupo Sea Shepherd contra a pesca da baleia.

O Shonan Maru Nº2 se colocou em movimento de repente e deliberadamente avançou contra o Ady Gil, arrancando oito pés (2,4 metros) da proa”, afirma um comunicado. De acordo com o comandante australiano, Jeff Hansen, o Shonan Maru 2 tinha a embarcação autraliana em sua linha de visão, mas mesmo assim não desviou sua rota e atacou os ativistas.

5 de jan de 2010

The Cove (A Enseada) Absolutamente Imperdível!

Um grupo de ativistas ambientais, liderados pelo famoso treinador de golfinhos Richard O'Barry, infiltra-se na enseada de Taiji, no Japão, de forma a denunciarem a chacina de golfinhos que acontece naquele local.
A indústria do golfinho é uma das que mais cresceu nos últimos anos. A sua capital mundial é Taiji, cidade agora conhecida como a maior fornecedora mundial de golfinhos. The Cove - em português, A Enseada - é o segredo que esta cidade teima em guardar. Os guardas que a patrulham protejem dos curiosos a riqueza de uma indústria que prospera a cada golfinho ilegalmente capturado e eventualmente assassinado. E foi precisamente essa tragédia imposta por humanos que Louie Psihoyos, fotógrafo da National Geographic durante 18 anos consegue expor neste documentário vencedor na sua categoria em Sundance e muitos outros festivais. Absolutamente imperdível.























download com legendas em portugues, imagem perfeita:
http://baixarlivrefilmesmoviesshows.blogspot.com/search?q=the+cove