27 de nov de 2007

DIDA 2007























Os grupos Pelo Fim do Holocausto Animal e VEDDAS (Vegetarianismo Ético, Defesa dos Direitos Animais e Sociedade) convidam para:

Manifestação em observação ao DIA INTERNACIONAL DOS DIREITOS ANIMAIS
09 de dezembro
Parque Ibirapuera - SP (em frente ao Monumento das Bandeiras)

Programação:
10h – Concentração na área do Monumento às Bandeiras (Parque do Ibirapuera) junto ao carro de som
11h30 – Saída em passeata pela Avenida Pedro Álvares Cabral
14h – Término da passeata no mesmo local do início
Histórico:
As fotos da excelente manifestação em observação ao Dia Internacional dos Direitos Animais 2006 podem ser vistas em:
http://community.webshots.com/album/556354281mXBiqE
Saiba sobre os protestos realizados em todo o mundo em 2006 acessando http://www.uncaged.co.uk/iard9.htm

www.holocaustoanimal.org
www.veddas.org.br

12 de nov de 2007

DR. JERRY VLASAK














Para o ativista Jerry Vlasak, vale tudo na luta contra o uso de animais como cobaias em testes de laboratórios. Até matar cientistas.
Seria durante uma passagem pela Grã-Bretanha que o médico e ativista americano Jerry Vlasak explicaria à Super Interessante suas opiniões sobre a luta pelos direitos dos animais. A entrevista ocorreria na Inglaterra, durante um encontro promovido por ativistas da Europa e dos Estados Unidos. Mas o texano radicado na Califórnia nem teve oportunidade de arrumar as malas. O governo britânico negou seu pedido de visto, alegando que suas “opiniões perigosas” não são bem-vindas no país.
Ao conversar com a revista por telefone, Vlasak mostrou por que quando abre a boca assusta autoridades, aterroriza a indústria farmacêutica e recebe críticas da maior parte da comunidade científica. Suas idéias são uma amostra do que muita gente chama de ecoterrorismo. Acha, por exemplo, “moralmente aceitável”, o assassinato de cientistas que utilizem cobaias de laboratório. “As mortes só ajudariam a causa”, afirma.
Quando não está atendendo vítimas de acidente de trânsito, tiros e facadas um hospital de Los Angeles, Vlasak dá assessoria científica a entidades como Speak e Shac, duas das mais radicais organizações antitestes com animais. Atualmente, os grupos tentam impedir a construção do novo laboratório de cobaias na Universidade de Oxford e varrer do mapa a Huntingdon Life Sciences, empresa especializada em pesquisas químicas e farmacêuticas. Entre os objetivos dos inimigos de Vlasak estão a busca de tratamentos para doenças como o câncer, diabetes, mal de Parkinson e de Alzheimer.
SI: Porque você julga ser aceitável atacar cientistas que estão usando cobaias para desenvolver novos medicamentos? Qualquer coisa que detiver essas pessoas é moral e necessária. Não estamos falando de gente inocente. Eles torturam animais em laboratórios todos os dias. Não adianta eu parar numa calçada com um cartaz pedindo o fim dos experimentos. Ninguém vai me ouvir. E a verdade é que nossas táticas funcionam. A Universidade de Cambridge desistiu de construir um laboratório porque ficou com medo dos ativistas Eles também acharam que o sistema de segurança ficaria muito caro. Uma empresa especializada em pesquisas já perdeu 63 clientes e fornecedores. Nossa pressão também já fechou uma fazenda que criava gatos e um canil que fornecia cães da raça beagle para laboratórios. Nelson Mandela dizia que a não-violência é uma estratégia, não um princípio moral. Nós temos o dever moral de fazer o que dá resultados.
SI: Você vê algum limite ético nesse dever? Não existem limites. Qualquer tática que funcione é legítima. Alguns cientistas só vão acabar com os experimentos se temerem pela própria vida. É uma pena que seja assim. O que fazemos não é muito diferente de assassinar nazistas como Hitler, Himmler ou Goebbels. Se matássemos os três e salvássemos 6 milhões de judeus, ninguém diria que é errado. Creio que o mesmo raciocínio vale para animais. Matar dois, três, cinco ou dez (pesquisadores) e salvar milhões de vidas inocentes é moralmente aceitável.
SI: Como a morte de um cientista será capaz de trazer benefícios aos animais? Observe qualquer movimento de luta contra a opressão, como o combate ao Apartheid na África do Sul e a escravidão nos Estados Unidos. Sempre que uma força exerce pressão sobre outra, a mais fraca recorre à violência. E os resultados acontecem. Até agora ninguém morreu, mas isso ainda vai acontecer. Não estou pedindo isso, apenas prevendo. Você não pegaria em armas para impedir que crianças no jardim de infância fossem torturadas até morrer em laboratórios? Se aceitamos fazer isso por pessoas, mas não por animais, estamos adotando o especismo, ou seja, acreditar que seres humanos são superiores a outras espécies. Sou contra o especismo da mesma maneira que sou contra racismo, machismo e homofobia.
SI: Melhorar a saúde dos humanos não justifica os testes com animais? Na Alemanha nazista, judeus eram utilizados como cobaias em campos de concentração. Graças a testes assim, cientistas obtiveram informações úteis. Eu acho errado matar de frio um judeu para estudar o combate à hipotermia. Da mesma maneira, sou contra matar animais. Não me interessam os benefícios que essas pesquisas trarão.
SI: Para desenvolver antibióticos, os cientistas valeram-se de testes em cobaias animais. Como médico, você receita este tipo de remédio a seus pacientes?
Claro que sim. Mas o fato de um idiota ter enfiado droga goela abaixo de um animal para verificar a eficácia do tratamento não prova que esse ato seja necessário. É bom lembrar que novos remédios precisam sempre ser testados também em seres humanos.
SI: E como a medicina pode avançar sem experimentar suas novas tecnologias em cobaias de laboratório? Animais são forçados a viciar-se em cocaína, anfetaminas, cigarros e outras substâncias que todos sabem que são prejudiciais. Em outros experimentos, filhotes são separados de suas mães para estudar o que acontece com pessoas criadas sem afeto. A forma como esses animais sofrem não tem nada a ver com os humanos. Não há razão para isso. A maior parte das informações úteis para seres humanos é obtida em testes clínicos com seres humanos. Estudamos grandes amostras de pessoas, vemos o que acontece e detectamos padrões. Também podemos usar técnicas como autópsias, a análise de tecidos, testes em culturas de celular humanas e modelos matemáticos. Experimentos assim são muito mais confiáveis do que dar drogas a ratos, coelhos ou outros animais. Quando aplicamos drogas numa fêmea podemos ter efeitos diferentes daqueles verificados num macho. Acreditar que o que você deu ao rato terá o mesmo efeito num ser humano é estúpido. Não faz qualquer sentido. Não funciona. Na verdade, a utilização de animais pode até atrapalhar esse processo.O desenvolvimento da vacina contra pólio, por exemplo, atrasou dez anos porque o modelo animal não produziu os resultados desejados. Gastam-se centenas de milhões de dólares em pesquisas envolvendo animais e pelo menos 90% dos estudos vão para o lixo. E de tudo que é publicado, no máximo 1% ou 2% realmente tem alguma utilidade.
SI: Se os experimentos em cobaias são mesmo inúteis por que a indústria farmacêutica gasta tanto dinheiro com eles todos os anos? Testes com animais servem como arma para disputas judiciais. Se o remédio fizer mal, alega-se inocência com base nos testes da droga em muitas espécies. Também há muita gente ganhando dinheiro com pesquisas financiadas por recursos públicos, incluindo as indústrias farmacêuticas. Além disso, governos exigem a realização de testes em animais. Isso é um erro, mas não surpreende. A indústria farmacêutica tem dois lobistas para cada membro do congresso americano. Foi por causa desse tipo de lobby que o meu visto de entrada na Grã-Bretanha foi negado.
*Jerry Vlasak, nos tempos de médico-residente, participou de pesquisas contra a arteriosclerose envolvendo cachorros. Abandonou os experimentos por considerá-los “inúteis” e “cruéis”.
*Saboreava um bom bife até 1992, quando leu alguns livros sobre o sofrimento de animais, deu adeus à carne, leite e ovos e virou vegetariano.
*Foi preso por cinco dias por participar de um protesto contra o uso de peles animais em Los Angeles. Questionou a detenção na Justiça e acabou com 20 mil dólares de indenização no bolso.
REVISTA SUPER INTERESSANTE Maio 2005

7 de nov de 2007

6 de nov de 2007

PROTESTO MUNDIAL CONTRA O COMÉRCIO DE PELES























O Grupo Holocausto Animal membro da International Anti-Fur Coalition realizou no sábado dia 3/11 o protesto contra o comércio de peles em frente ao Shopping Iguatemi. Cerca de 30 ativistas estiveram presentes na ação que durou 3 horas. Apesar do mau tempo e do feriado prolongado, foram distribuídos quase 5 mil panfletos além da exibição de faixas e cartazes.
A ação aconteceu simultaneamente em 21 países. Além de São Paulo, ativistas realizaram protestos em Recife e no sul do país em Porto Alegre e Lajeado.

Veja como foi o protesto: Fotos de Mariana Bassani
http://good-times.webshots.com/slideshow/561321279BbwQkS

+ fotos do protesto
http://www.vidavegetariana.com/media_center/fotos/protesto031107/01.htm

Veja o que saiu na imprensa:
http://www.vidavegetariana.com/artigos/redacao/protesto_pele07.htm

http://sptv.globo.com/Sptv/0,19125,LPO0-6147-20071103-308627,00.html

http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI2045597-EI306,00.html

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL168307-5605,00-ATIVISTAS+SE+TRANCAM+EM+JAULA+CONTRA+COMERCIO+DE+PELES.html

http://br.noticias.yahoo.com/foto/04112007/61/foto/protesto-realizado-na-porta-shopping-iguatemi-na-zona-sul-sao.html/print

http://www.radioeldoradoam.com.br/noticias/cidades/2007/nov/03/4.htm

Agradecimentos

Em nome do grupo agradeço a todos os voluntários e manifestantes que tornaram possível mais este ato em pról dos animais. O apoio do advogado Rogério Gonçalves militante do movimento que muito nos auxiliou diante do clima tenso em razão do forte esquema de segurança montado pelo shopping e ao apoio incondicional do vereador Aurélio Miguel, que mais uma vez colaborou na produção dos materiais utilizados.

Fábio Paiva

Ativista em defesa dos Direitos Animais