26 de set de 2007

PROTESTO MUNDIAL ANTI-PELES























É justo matar para vestir?
Vestir-se com peles de animais é imoral e injustificável. A indústria da moda tem ao seu alcance peles sintéticas tão bonitas e até melhores que as peles verdadeiras, em termos de uniformidade e durabilidade. Apesar dos protestos mundiais, alguns estilistas insistem em manter peles naturais em suas coleções.
Por esse motivo, o Grupo “Pelo Fim do Holocausto Animal”, membro da International Anti-Fur Coalition realiza, no dia 3 de novembro (sábado), protesto contra o comércio de peles - realizado simultaneamente em mais 11 países (Israel-Estados Unidos-França-Inglaterra-Chile-Irlanda-Portugal-Bélgica-Espanha-Estônia-Finlândia).
No Brasil, apesar do clima tropical, dezenas de lojas comercializam roupas confeccionadas com peles de animais. Nosso país também ocupa o vergonhoso primeiro lugar na exportação mundial de peles de chinchila, conforme divulgado no site do fabricante.
Confira:
e acompanhe aqui o processo de abate
Apesar de as lojas listadas abaixo estarem apresentando suas coleções primavera/verão 2007/2008, todas comercializaram artigos de peles neste inverno. Saiba quem são:
Nacionais:
Eugenia Fleury, Le Lis Blanc, Fillity, Lita Mortari, Mixed, Parresh, Reinaldo Lourenço, Bob Store, Mixed, Doc Dog, Gloria Coelho, Zion, Lenny, M.Officer, Rosely Alves, Huis Clos, Marie Claire, Lucy in the Sky, Polignanno al Mare, ACSA, Daslu.
Internacionais que estão no Brasil:
Versace, Armani, Dolce & Gabanna, Louis Vuitton, Cristian Dior, Valentino, MaxMara, Mônica Rindi, Gucci, Blumarine, Fendi, Burberry, Vertigo.
Realização:
International Anti-Fur Coalition
3 de Novembro
Local: Av. Brig. Faria Lima, 2232 (em frente ao Shopping Iguatemi)
Horário: 10h

20 de set de 2007

III SEMANA DO ANIMAL























III SEMANA DO ANIMAL
“POR UMA ÉTICA ANIMAL, AMBIENTAL E SOCIAL”
SALVADOR / BA
De 30 de setembro a 5 de outubro de 2007

APRESENTAÇÃO
A “III Semana do Animal: Por uma Ética Animal, Ambiental e Social” ocorre de 30 de setembro a 5 de outubro de 2007, com abertura no Farol da Barra, e demais atividades na "Faculdade de Tecnologia e Ciências de Salvador (FTC - Salvador)", através de mini-cursos, mostra de vídeo e outras atividades a serem programadas. Haverá stands com materiais informativos durante as apresentações. A “Semana do Animal” é comemorada, anualmente, em diversas partes do mundo, inclusive no Brasil. A estreita ligação da Ética Animal com a degradação ambiental, a crise ética da sociedade e a saúde pública faz do evento uma importante ferramenta para aproximar dos cidadãos questões intrigantes como: de que forma os animais desenvolvem relações sociais e sensibilidade? Quais as implicações do abandono de animais para a saúde pública? Existem leis que os defendam?Diante da importância do tema e da lacuna existente em nossa sociedade, torna-se urgente o incentivo a eventos como a Semana do Animal.
OBJETIVOS
- Fomentar discussões sobre temas relacionados aos animais, enfatizando a necessidade de buscar uma “Ética Animal, Ambiental e Social” nos meios acadêmicos, na mídia e na sociedade;
- Tornar mais próximas de nosso cotidiano questões que envolvem os animais;
- Aproximar da sociedade as empresas, instituições e organizações não-governamentais que se preocupam com o bem-estar animal e a causa ambiental.
PÚBLICO-ALVO
- Estudantes universitários dos cursos das áreas de Ciências Naturais e Humanas, residentes em Salvador e área metropolitana;
- Demais estudantes, pesquisadores, profissionais ou simpatizantes da causa animal;
- Cidadãos comuns, simpatizantes ou não da causa animal, que freqüentem o Farol da Barra;
ATIVIDADES
A abertura do evento ocorre no Farol da Barra, num domingo, 30 de setembro. Durante a semana, acontecem as demais atividades, sempre na FTC. A organização caberá à Coordenação do Curso de Ciências Biológicas da FTC, a uma comissão formada por estudantes do referido curso, e a ONG’s e grupos independentes de pesquisa e defesa ambiental.
ABERTURA: ATO PÚBLICO NO FAROL DA BARRA
Atividades:
- Feirinha de Adoção de Animais de Rua [organizada por ONG’s de proteção animal de Salvador];
- Praia Limpa [organizada pela ONG Biota Aquática];
- Tráfico de Animais Silvestres [organizada pela ONG Guardiões];
- Preservação da Fauna Silvestre.
Data e Horário: 30 de setembro, domingo, de 9h às 13h
Local: Avenida Oceânica, Farol da Barra
PARTICIPE:
Coordenação Geral: Analu Sousa (71) 3247 – 1538/ 8829 1586/
APOIO: PELO FIM DO HOLOCAUSTO ANIMAL

COMÉRCIO DE CARNE DE CACHORRO NAS FILIPINAS


Apesar de ser proibido nas Filipinas desde 1998, o comércio ilegal de carne de cachorro continua a florescer em determinadas regiões. A Human Society International com a ajuda da policia local, conseguiu salvar quase 100 animais que seriam destinados ao abate.

MAIS UMA VÍTIMA DO SER HUMANO


6 de set de 2007

LIBERTAÇÃO ANIMAL JÁ
























Temos o direito de matar animais para nos alimentarmos.

Temos o direito de usar animais como cobaias em nosso benefício.

Temos o direito de capturar animais de seu habitat e aprisioná-los em jaulas e gaiolas ou explorá-los em arenas e picadeiros para nosso divertimento.

Temos o direito de arrancar-lhes a pele ainda vivos para satisfazer nossa vaidade.

Temos o direito de usá-los como brinquedos e abandoná-los à própria sorte quando cansamos da diversão.

Temos o direito de ser livres e respeitados, mas esquecemos que eles têm os mesmos direitos que nós.

Se não podemos mudar o passado, temos o dever de transformar o presente, restituindo-lhes, principalmente, o direito de serem livres, o direito de viverem sem sofrimento, o direito de serem respeitados incondicionalmente.

Não haverá conquista da liberdade sem luta.
Junte-se a nós pelo fim da escravidão animal.

http://www.holocaustoanimal.org/

THE 11th HOUR



1 de set de 2007

A NATUREZA HUMANA





Um programa sobre gente
Por Marcelo Canellas (Repórter TV Globo)


A equipe estava sem fome, era cedo, bem antes de meio-dia. Mas tínhamos de almoçar ali mesmo, num restaurante às margens da rodovia que liga São Paulo a Cotia, porque nosso compromisso no Rancho dos Gnomos, onde conheceríamos um santuário de grandes felinos africanos, seria por volta das 13h. O garçom não conteve a curiosidade: "Vocês são do Globo Repórter? E é sobre gente ou sobre bicho?".

Meu primeiro ímpeto foi dizer que "animais abandonados" era o tema do nosso programa. Mas a pergunta do garçom foi como um sopro de lucidez entrando numa frincha da percepção, elucidando o que estava inteiramente oculto. Então respondi, convicto: "É sobre gente, amigo. É sobre a natureza humana".

À medida que fomos filmando pássaros com asas amputadas, leões com garras arrancadas, chimpanzés com presas serradas e todo tipo de seqüelas da violência contra os animais, fui me convencendo de que eu estava certo. Estávamos fazendo uma reportagem sobre o quanto as pessoas, ao odiarem uma outra forma de vida, podem negar sua própria humanidade. E também sobre como podem honrá-la ao amar os animais.

No longínquo ano de 1206, em pleno vigor do espírito feudal que punha suseranos e vassalos em esferas incompatíveis de convivência, um certo Francisco de Assis abandonou os castelos que freqüentava, desfez-se de suas posses, despiu-se até mesmo de suas vestes e foi viver entre os pobres. Poeticamente, chamava o sol de irmão e a lua de irmã. E dizia que nada define melhor a condição humana do que a capacidade de amar os bichos. Não é preciso ser religioso ou acreditar em São Francisco de Assis para saber, mesmo 801 anos depois, que o que nos torna diferentes, o que nos torna especiais, o que nos torna magnânimos em comparação com as outras formas de vida, é a nossa capacidade de amar.

Homens e mulheres têm de sobra as ferramentas do afeto, forjadas na cultura e na vida em sociedade. A tolerância, a generosidade, a idéia de que temos um futuro comum neste planeta são princípios universais conquistados pela Humanidade em sua dura luta contra a barbárie. Não gostamos da solidão, não queremos a dor, não toleramos a humilhação. Se somos egoístas, se ferimos e matamos, se submetemos nossos semelhantes ao vexame da miséria e da pobreza, estamos em desacordo com o esforço civilizacional da convivência. Civilizado convive, respeita, tolera. Os bárbaros subjugam. Tanto faz se os subjugados são gente ou bicho.

Vimos leões entrevados pelo confinamento, chimpanzés esquizofrênicos e atormentados por anos de espancamento, araras cegas, onças mutiladas e todo tipo de sofrimento e privações. Parece a vitória da barbárie. Não é. Porque vimos também extraordinários exemplos de generosidade e dedicação. A grandeza de saber amar e proteger seres vivos que, como nós humanos, também sentem frio, dor e medo, ajuda a recuperar a humanidade que ainda há em cada um de nós. Basta ver o que o Rancho dos Gnomos fez com o leão Will. Abandonado por um circo e tendo vivido a vida inteira trancafiado, Will pôde, aos 13 anos de idade, pisar na terra pela primeira vez. Esfregando as patas na grama, no húmus, na energia mineral da natureza, livre da superfície inócua do chão da jaula, Will nos enche de ternura, nos entope de compaixão e, portanto, nos ajuda a salvar um pouco da humanidade que tínhamos perdido.

http://www.ranchodosgnomos.org.br/


http://www.projetogap.com.br/


http://www.nex.org.br/


http://www.suipa.org.br/

O MASSACRE DOS BOTOS NO AMAPÁ


















Por Marcelo Szpilman*

Em mais um flagrante desrespeito à Natureza, vemos a ganância humana sobrepujando a dignidade. Mais uma vez constatamos que quando há falta de educação e de bom-senso não se pode ter consciência ambiental. A crueldade e a covardia perpetradas contra os animais, algo inadmissível nos tempos atuais, continuam a ocorrer ao redor do mundo e no Brasil.
Em julho, o Fantástico, da Rede Globo, mostrou cenas chocantes de pescadores no litoral do Amapá capturando 83 botos, mortos após terem seus olhos e dentes arrancados. Se a motivação para a captura dos botos fosse o consumo da carne, ainda que altamente discutível e desnecessário, faria algum sentido, mas não foi por isso. Foi pela tradição e pela crença de que os olhos e os dentes dos botos e golfinhos são "amuletos" com poderes especiais.
É a antiga e imbecil crendice popular motivando a morte de animais para a obtenção de partes de seu corpo para produzir produtos cujos benefícios apregoados não têm qualquer fundamento antropológico, social ou científico válido e comprovado. Gananciosamente, mata-se o animal para obter uma parte valiosa e muito rentável de seu corpo, descartando-se todo o resto.
São aberrações predatórias e criminosas que demonstram o total desprezo pela vida de outro ser vivo. É a mesma crendice que gera a caça para obtenção das barbatanas dos tubarões, pênis de tigres, patas de gorilas, olhos de primatas e chifres de rinocerontes. Supostos efeitos curadores ou afrodisíacos geram perseguições e práticas pertubadoras insustentáveis que tendem a levar essas espécies à extinção.
Recebi essa semana um e-mail denunciando um documentário que mostrava um facão em formato de roda cortando os pés de cavalos vivos. Não é muito diferente das raposas, na Rússia, e das focas, no Canadá, escorchadas ainda vivas ou dos tubarões que têm suas nadadeiras extirpadas e são devolvidos vivos ao mar. Independente da questão moral-econômica-ecológica, as imagens sangrentas depõem contra qualquer argumento plausível a favor da matança onde a crueldade é absolutamente desnecessária.

Como advertiu o filósofo inglês Edmund Burke (1729-1797):
“A única coisa necessária para que o mal triunfe é que os bons homens nada façam”.

Não se cale diante das atrocidades contra os animais! Proteste!

Dê seu apoio às causas ambientais e aos projetos ecológicos!



Instituto Ecológico Aqualung
instaqua@uol.com.br
www.institutoaqualung.com.br
*Marcelo Szpilman é diretor do Instituto Ecológico Aqualung