25 de jul de 2006




O diretor geral da Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA), Peter Davies, enviou nesta terça uma carta ao Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Luis Carlos Guedes Pinto, pedindo o cancelamento das exportações de animais vivos para o Líbano. O documento foi entregue à embaixada brasileira em Londres.Por causa da guerra declarada por Israel, na semana passada um navio brasileiro carregado com 1.800 cabeças de gado teve de aguardar três dias em alto-mar até ser redirecionado para um porto na Síria. "Este incidente deve lembrar aos governantes como os conflitos humanos também podem atingir os animais e como governos responsáveis devem reagir nessas situações para evitar mais sofrimentos", diz um trecho da carta. Davies pede ao ministro brasileiro que suspenda futuros carregamentos para o Oriente Médio, prevenindo sofrimentos desnecessários aos animais. A carta lembra ainda que Brasil é membro da Organização Mundial para a Saúde Animal (OIE) e que concordou em estabelecer diretrizes para assegurar o bem-estar dos animais nos transportes terrestres e marítimos. Segundo a WSPA, o ideal seria que o abate fosse realizado o mais próximo possível dos locais de criação, para evitar o estresse e o sofrimento que as viagens de longa distância costumam causar.A WSPA tem trabalhado no Oriente Médio junto com entidades locais para garantir o bem-estar dos animais que vivem nas regiões afetadas pelo conflito entre Líbano e Israel. O grupo Beirut for the Ethical Treatment of Animals (Beirute pelo Tratamento Ético dos Animais), que cuida de 200 gatos e cães, teve um de seus abrigos destruídos por um ataque de míssil e recebeu ajuda material e humana da organização.

2 comentários:

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