12 de jun de 2006















STANKOWICH SUBORNA CRIANÇAS

Relato da manifestação do dia 11 de Junho de 2006 contra o uso de animais no Circo Stankowich.
Hoje, dia 11 de Junho de 2006, foi organizada a segunda manifestação em Belo Horizonte contra o uso de animais pelo Circo Stankowich. O coletivo Gato Negro, Núcleo Libertação Animal, responsável pelo chamado da manifestação contactou a imprensa e órgãos responsáveis pela proteção animal. O ato começou às 15hs em frente ao Circo Stankowich, localizado na Avenida dos Andradas, 3000, Bairro Santa Efigênia. O objetivo da manifestação era informar as pessoas e pressionar o Circo para a abolição do uso de animais em seus espetáculos. O coletivo foi preparado com comissões, dividindo não-hierarquicamente as tarefas de mídia e defesa legal, pois na manifestação anterior houve represália dos próprios funcionários do circo, com agressões físicas, ameaças, destruição de uma filmadora e material de divulgação. Logo na chegada, os manifestantes, que somavam por volta de 50 pessoas, foram surpreendidos por um grupo de crianças e alguns adolescentes moradores da vila próxima, que portavam cartazes pró-circo com animais. Frases como "Circo legal é com animal", "Circo procria animais", "Temos veterinário" estavam sendo expostas em cartazes, todos padronizados, provavelmente produzidos pelo próprio Circo Stankowich. Segundo Emanuela Eurides da Conceição Guerra, moradora da vila próxima, ao procurar emprego temporário no Circo teve a resposta de que "o circo não queria favelado para trabalho de panfletagem". Porém, segundo Emaunuela, o Circo ofereceu vários ingressos para que crianças ficassem contra a manifestação. "Eu conheço todos que estão alí", apontou Emanuela. O clima ficou tenso, pois os jovens se exaltaram contra a manifestação e rasgaram cartazes, jogaram pedras, fizeram ameaças e ainda correram o risco de serem atropeladas na Avenida dos Andradas. O filho de um manifestante e um repórter foram atingidos pelas pedras, mas passam bem. As provocações não pararam aí, alguns cães da vila foram pegos pelas crianças e jogados para cima com objetivo de chamar a atenção. Apesar do tumulto, o ato continuou, com a distribuição de panfletos, exposição de faixas com frases como "Circo legal não tem animal", "Libertação Animal é Libertação Humana", "O circo não é seguro para as crianças", palavras de ordem e ação no sinal de trânsito próximo ao Circo. Várias pessoas desistiram de assistir o "espetáculo" e algumas até se juntaram à manifestação. Mesmo as que entraram, observaram com atenção as palavras de ordem e a movimentação. A mídia corporativa esteve presente, representada pelo Jornal Estado de Minas e um jornalista freelancer da Rede Globo. A Polícia Militar chegou alguns minutos após o ínicio da manifestação e o clima se abrandou. Houve presença da Polícia Ambiental, que fez uma vistoria e alegou que "os documentos estavam em dia" e "os animais estavam bem tratados". Infelizmente, sabemos que esta não é a realidade, pois animais selvagens não obedecem os humanos naturalmente. Em sua história, o Circo Stankowich já abandonadou três felinos numa praça pública em Sumaré e deixou dois tigres siberianos, em extinção, morrerem por falta de cuidados especiais no frio de Campos do Jordão. Fotos dos animais enjaulados e amarrados também estão disponíveis na internet. O Circo Stankowich supreendeu mais uma vez: na primeira manifestação, no dia 13 de Maio, com violência dos próprios funcionários; desta vez manipulando a inocência de crianças e adolescentes de uma vila pobre. A família Stankowich prova novamente que o poder financeiro está acima da ética e do respeito por animais, sejam eles humanos ou não-humanos. -- GATO NEGRO Núcleo Libertação Animal Assessoria de Imprensa
















RESPOSTA DO SÍRIO LIBANÊS
A quem possa interessar,
O Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital SírioLibanês comunica para fins de esclarecimento que no dia 14 de junho terá início XV Curso deVideoendoscopia. No curso em questão, não haverá prática de experimentação em animais vivos, posto que serão utilizadas peças de animais abatidos para consumo e adquiridas de frigoríficos que as comercializam na forma da legislação vigente. Desta forma, não haverá vivissecção de animais.Finalmente, cumpre esclarecer que a Sociedade Beneficente de Senhoras - Hospital Sírio Libanês sempre primou em suas atividades pelo respeito à vida e ao estado de direito e como tal, respeita em todas as suas iniciativas a legislação pátria.
Sendo o que se apresentava para o momento,subscrevo-me,
Atenciosamente
Roberto de Queiroz Padilha
Diretor do Instituto Ensino e Pesquisa Hospital Sírio Libanês

NESTE NÃO HAVERÁ, MAS... E NOS OUTROS???

2 de jun de 2006





















PARABÉNS DOUTOR

e-mail do Dr. Marcelo Andrade Ribeiro
Médico assistente da Unidade de Terapia Intensiva do Instituto do Coração da Faculadade de Medicina da USP, enviado à Dra. Izolda Nolli

Carissima Dra Izolda. Gostaria de deixar claro o quanto admiro pessoas como a Sra. Li seu email e fiquei tocado pela sensibilidade e inteligência com que abordou o tema da vivissecção em animais "em prol da ciencia". Sou médico cardiologista e trabalho no Instituto do Coração (InCor). Sou um pesquisador. Vivo da ciencia. Conheço vários aspectos técnicos sobre pesquisas com animais. Posso assegurar com total conhecimento de causa que exibições de vivissecção, como a proposta pelo Hospital Sirio Libanes, são desnecessárias e totalmete inúteis. Ninguém é capaz de aprender ou aperfeiçoar qualquer tecncia de cirurgia numa demonstração de poucas horas. Esta carnificina cruel não traz qualquer beneficio para a ciência. Sei do que estou falando. Sem dúvida, ao destacar no "folder" do Congresso as práticas em animais vivos, o principal objetivo do hospital e dos organizadores do evento parece ser atrair mais público pagante utilizando a curiosidade mórbida comum a maioria dos seres humanos. Alguns médicos pesquisadores parecem se orgulhar da propria insensibilidade e sentem uma curiosa atração por sessões exibicionistas, cruéis e inútes que as vezes ocorrem até mesmo com seres humanos. Penso que ser médico envolve responsabilidades não somente com as pessoas, mas sobretudo com a vida. Todos os pesquisadores sérios sabem do que estou falando. Sabem que, como bem reforçou seu texto, os animais sofrem muito nas abominaveis sessões de vivisseção. Quem já viveu a dura experiência de encarar um cão subanestesiado tendo suas vísceras extraídas, e ao olhar seu olhos ver lágrimas, apenas lágrimas como manifestação de dor, já que toda sua musculatura está paralisada pelos bloqueadores neuromusculares, quem já viu isso sabe exatamente do que estou falando. Penso que devemos evitar abusos desta natureza a todo custo. Estou absolutamente solidário com a sua causa. Estou a disposição para o que for necessário. Sou médico, cientista, estou concluindo um doutorado. Sei que a ciencia não precisa disso. Seguindo sua sugestão, já enviei para a secretária do Sírio um email mostrando, de maneira educada e sensata, que "estamos de olho" e não vamos deixar um crime passar em branco.

Parabéns pela luta.

A disposição



1 de jun de 2006



















CENSURA NO PROVEDOR TERRA

AMIGOS E ATIVISTAS DA CAUSA ANIMAL
No dia de ontem(31/05), ao acessar a página do fotolog do Holocausto Animal no provedor Terra, para minha desagradável surpresa, ele estava fora do ar. Após contato telefônico com o Terra, fui direcionado ao setor denominado “Abuse”. O funcionário de nome Edelmo informou-me que o motivo do bloqueio era por eu estar infrigindo o regulamento do provedor. Ao perguntar onde eu havia desobedecido ao regulamento, o Sr. Edelmo afirmou que as fotos contidas no fotolog eram de violência explícita e que o motivo do bloqueio se deu por denúncia. Obviamente, o funcionário se negou a revelar o nome do denunciante, mas deixou escapar – quando eu questionei qual das fotos era considerada violenta – que era por causa da imagem do cão sendo vivisseccionado. Exatamente a do último “post” sobre a matança de animais no Simpósio de Videolaparoscopia ocorrido em Anápolis, Goiás. O fotolog foi restabelecido com a condição de que em 24 horas eu trocasse as fotos consideradas violentas.Além de não concordar com tal determinação, acrescentei um novo post com a mesma foto contendo uma tarja preta com a palavra “censurado” e o texto do e-mail que eles me enviaram.(no final do e-mail) Hoje, o fotolog foi novamente censurado.Eu já esperava por isso! Ao ligar no Terra para cancelar minha assinatura, eles reativaram o fotolog imediatamente, mas com o último post sem visualização. Claro que mantive a minha decisão de cancelar a assinatura após fazer uso desse provedor durante 1 ano e 9 meses. Protocolo de cancelamento número 41495953.Jamais baixei a cabeça diante de qualquer tipo de censura arbitrária e não será agora que vou fazê-lo.
A todos os que me conhecem e a todos os vivissectores, saibam que ninguém nem nada vai me fazer calar. Enquanto eu viver, minha luta será pela Libertação Total dos Animais do especismo humano.

Dia 14.06 estaremos protestando na porta do Hospital Sírio-Libanês-
Aguardem-nos!!!
Desenvolvimento de Competência em Ginecologia Minimamente InvasivaPós Graduação "Latu Sensu"Teoria - Prática em simuladores e animais - Cirurgias ao vivoRua Coronel Nicolau dos Santos, 69 - Bela VistaTel: (11) 3155-1145 / 3155-1146 E-mail: secretaria.iep@hsl.org.br

resposta do Terra:
Prezado Sr. Fabio Paiva,
Conforme contato telefônico estabelecido em 31/05/2006 às 16:44, informamos o recebimento de reclamações, referente ao conteúdo publicado no Fotolog http://fotolog.terra.com.br/holocaustoanimal, referente a violência explícita, caracterizando a má utilização dos serviços TERRA.
Conforme consta em nossas Condições Gerais da Prestação de Serviço de Acesso a Internet, caso recebamos novas reclamações neste sentido, poderemos adotar medidas que impeça imediatamente o uso indevido de nossa infra-estrutura a fim de manter a qualidade do ambiente de Internet. Contamos com sua colaboração e presteza para que consigamos manter nossa rede confiável.
A utilização do serviço contratado se encontra igualmente submetida ao Aviso Legal do Portal Terra e condições gerais dos demais serviços de TERRA, que completam o previsto nestas Condições Gerais, sempre que não se opuserem a elas.
Permanecemos a disposição para maiores esclarecimentos através do endereço eletrônico abuse@terra.com.br.
Atenciosamente,
Edelmo Gonçalves Araujo Equipe de Segurança Terra - Depto. de Abuse abuse@terra.com.br SAN - Servico de Atendimento Nacional Fax: (51) 3287-9087

regulamento do Terra:

4.4. O ASSINANTE não poderá utilizar o serviço para propagar ou manter portal ou site(s) na Internet com conteúdos que (a) violem a lei, a moral, os bons costumes, a propriedade intelectual, os direitos à honra, à vida privada, à imagem, à intimidade pessoal e familiar; (b) estimulem a prática de condutas ilícitas ou contrárias à moral e aos bons costumes; (c) incitem a prática de atos discriminatórios, seja em razão de sexo, raça, religião, crenças, idade ou qualquer outra condição; (d) coloquem à disposição ou possibilitem o acesso a mensagens, produtos ou serviços ilícitos, violentos, pornográficos, degradantes; (e) induzam ou possam induzir a um estado inaceitável de ansiedade ou temor; (f) induzam ou incitem práticas perigosas, de risco ou nocivas para a saúde e para o equilíbrio psíquico; (g) sejam falsos, ambíguos, inexatos, exagerados ou extemporâneos, de forma que possam induzir a erro sobre seu objeto ou sobre as intenções ou propósitos do consumidor ; (h) violem o sigilo das comunicações; (i) constituam publicidade ilícita, enganosa ou desleal, em geral, que configurem concorrência desleal; (j) veiculem, incitem ou estimulem a pedofilia (k) incorporem vírus, spam ou outros elementos físicos ou eletrônicos que possam danificar ou impedir o normal funcionamento da rede, do sistema ou dos equipamentos informáticos (hardware e software) de terceiros ou que possam danificar os documentos eletrônicos e arquivos armazenados nestes equipamentos informáticos.


Fábio Paiva
Ativista pelos Direitos dos Animais
"Pelo Fim do Holocausto Animal"