15 de abr de 2006


DINHEIRO!

O MOTIVO DE TANTO SOFRIMENTO ANIMAL
Porque defendem os cientistas as investigações com animais

Escrito por National Anti-vivisection Society, US Os anti-vivisseccionistas usam um argumento de duas vertentes para dar substância à sua luta contra as experiências em animais. Eles opõe-se às experiências com animais tanto a nível ético como cientifico. Ambas as perspectivas deste argumento providenciam testemunhos compelentes de que a vivissecação é cruel e inadequada, e que desperdiça tempo, dinheiro e recursos que poderiam ser aproveitados no alivio do sofrimento humano. Então, porquê, os investigadores continuam a conduzir e defender as experiências em animais à luz das invencíveis provas - mesmo aquelas vindas da comunidade cientifica - de que estas providenciam resultados insignificantes? As respostas são muitas e variadas - mas todas levam ao mesmo caminho: dinheiro.
Apesar do facto que as experiências em animais têm sido mostradas como uma metodologia obsoleta, as investigações em animais continuam porque estão dentro dos melhores interesses financeiros dos cientistas, assim como um certo número de outras entidades. Estas entidades incluem hospitais, burocratas de regulamentação, empresas farmacêuticas, jornais cientificos, criadores de animais, advogados e até mesmo os media noticiosos. Todos eles lucram, seja directamente ou indirectamente, das investigações em animais, e estão desta forma profundamente comprometidos a manter o seu status quo.
Considere o cientista cuja garantia do seu trabalho e prestigio estão depositadas no número de artigos cientificos que este consiga publicar. É chamado o síndroma do "publique ou pereça", e está vivo e de boa saúde em todas as instituições académicas nos EUA. Não é a qualidade da pesquisa que é importante, mas sim a quantidade. Quantos mais artigos o investigador publicar, manterá cada vez mais segura a sua posição. Os investigadores que não publiquem o suficiente em determinados períodos de tempo, acabam despromovidos ou desempregados. E a competição é dura. Cerca de apenas 15% de todas as aplicações de investigações são aceites.
Os cientistas são frequentemente postos num pedestal, glorificados pela sua inteligência e poderes de investigação. Mas eles também têm contas a pagar e familias para sustentar. Tudo resume-se a uma segurança financeira e evolução na carreira - e as experiências em animais providenciam uma forma eficiente. Diferente da investigação clinica - que trabalha com informações baseadas em seres humanos - as experiências em animais geram resultados mais rápidos com menos esforço. Está estimado que para cada documento que um clinico possa produzir, um investigador que use animais pode produzir cinco. Isto porque a investigação com animais não demora tanto tempo a demonstrar resultados; o tempo de vida de um animal é muito menor que o de um ser humano, e as doenças progridem muito mais rapidamente.
Frequentemente, os investigadores seguem pelo caminho mais fácil de todos: tomando um conceito que já havia sido estabelecido, e torcendo-o um pouco de modo a ser introduzida uma variável (assim como diferentes espécies animais ou dosagens) para justificar um estudo suplementar. Isto é feito a toda a hora, e resulta numa enorme quantidade de estudos virtualmente duplicados. Para além do mais, na maior parte dos casos o "conceito" já havia sido comprovado usando dados de seres humanos.
Apesar do lucro ser provavelmente o maior motivo pelo qual os investigadores continuam as experiências em animais, este não é o único. Muitos cientistas estão aficionados à tradição - e a tradição diz-lhes que as experiências em animais é um método apropriado de investigação. Grandes instituições académicas recompensam a convencionalidade sobre a inovação, e desta forma o pensamento creativo não é geralmente bem-vindo nestes santificados corredores da ciência. Os cientistas que se apercebem da inutilidade das experiências em animais são rápidamente silenciados. E os que se recusam a ser silenciados, fazem-no à margem dum grande perigo na sua carreira.
Agora vamos seguir o rasto do dinheiro um pouco mais longe pelo caminho - até às empresas farmacêuticas que também beneficiam das investigações em animais. Quando as empresas de medicamentos desenvolvem um novo composto que tem potenciais efeitos terapêuticos em seres humanos, eles dão largas quantias de dinheiro - em milhões de dólares - a uma instituição académica para estudar o medicamento. Os investigadores testam os medicamentos em animais. Se o medicamento passar nos testes em animais, segue para os ensaios clínicos (humanos), e depois para o mercado onde serão gerados lucros incalculáveis para as empresas de medicamentos.
Os testes em animais são usados como uma alternativa rápida aos ensaios clinicos, enquanto que providenciam uma rede legal de segurança para as empresas de medicamentos. Porque os testes em animais são usados para provar ou refutar queixas contra as empresas de medicamentos (e o Estado) que resultam de efeitos secundários imprevistos, eles protegem as empresas de serem processadas o que lhes poderia custar grandes quantias monetárias.
Para além dos cientistas e das empresas farmacêuticas, as experiências em animais coloca dinheiro nos bolsos de casas que fornecem material biológico e os animais assim como o equipamento e materiais utilizados para os manter em laboratórios. Os editores de jornais cientificos - muitos deles apoiantes das experiências em animais uma vez que providencia-lhes uma fonte estável de material para publicar - têm lucrado ao criar cada vez mais jornais, que trazem imensos proveitos de anúncios (de empresas de medicamentos e casas de material biológico).
Mesmo quando uns poucos beneficiam desta vasta e inter-relacionada teia de proveitos, existem muitos perdedores. Incalculáveis números de animais sofrem destinos inimagináveis. Pessoas doentes que poderiam beneficiar dos tratamentos que são postos de parte pela máquina da investigação animal são, de muitas formas, tão vitimizados quanto os animais. E o dinheiro difícil de ganhar do contribuinte americano, que suporta a vasta conta da maior parte das experiências em animais através dos fundos de investigação do governo, é desperdiçado enquanto que programas de longe mais vantajosos continuam sem fundos ou cortados pela falta destes.

Um comentário:

Mancholas disse...

Fabio , visiste este site:http://www.altarriba.org/2/verguenza/valladolid-tordesillas.htm